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  • Vitor Paludetto

As cinco questões de tecnologia que CEOs devem observar em 2019


Inteligência Artificial é a tecnologia que todos os CEOs devem ter em mente em 2019. Ela vai transformar todos os mercados e criar inúmeras oportunidades de negócios. Acredito muito no potencial de IA para gerar competitividade e prosperidade. Partindo da ideia de que inteligência artificial está no centro da estratégia, reuni cinco aspectos tecnológicos que merecem a atenção das lideranças corporativas neste ano.


Modernizar a estratégia de dados – Se a Inteligência Artificial é o motor da inovação digital, os dados são o combustível desse engenho. Para o CEO, uma estratégia de dados significa assegurar que seus colaboradores explorem os dados disponíveis para trabalhar de maneira inteligente e que as informações da empresa e de seus clientes estejam a salvo num lugar seguro.


Com a nuvem, desafios de armazenamento e disponibilidade nunca foram tão simples de serem resolvidos. A questão é gerenciar um volume de dados que cresce de maneira exponencial e transformá-los em inteligência. Vamos considerar que, com mobilidade e Internet das Coisas, o volume de dados continuará a crescer em 2019. Sugiro a leitura da história da cervejaria Carlsberg, que está transformando sabores de cerveja em dados para criar novos rótulos. A corrida por inovação começa com uma estratégia de dados. Também não podemos esquecer da tarefa igualmente fundamental da proteção de dados, tanto para manter a empresa protegida como para cumprir exigências regulatórias e de conformidade cada vez mais rígidas, como a lei europeia LGPD e a Lei Brasileira de Proteção de Dados, que passa a vigorar a partir de 2020. Esta é uma prioridade para a Microsoft. Como gostamos de enfatizar, ninguém usará tecnologia em que não confia. 


Acelerar a adoção da nuvem – A discussão da migração para a nuvem entrou em um novo capítulo. Muitas empresas brasileiras já levaram para a nuvem aplicações críticas e avançaram várias casas nessa jornada. A pergunta “quando migrar” está ficando para trás. 


A questão não é apenas de economia (embora, para a maioria dos clientes, o ROI de mudar para a nuvem seja altamente – e cada vez mais – atraente). Empresas também estão considerando os riscos de manter sua própria infraestrutura de data center de segurança local, incluindo hardware, software, segurança física e operacional, contratação de especialistas em segurança de TI e atendimento a padrões e certificações estatutários ou do setor.


Muitos clientes grandes da Microsoft, como as Lojas Renner, optam por uma estratégia de nuvem híbrida que combina a nuvem pública e a privada, permitindo que dados e aplicativos sejam compartilhados entre eles. Essa abordagem oferece às empresas a capacidade de dimensionar perfeitamente sua infraestrutura local por meio da nuvem pública, quando necessário, sem permitir que os data centers de terceiros acessem a totalidade de seus dados.


Requalificar a força de trabalho – A chegada da Inteligência Artificial deve transformar a natureza de diversas tarefas e ocupações, a exemplo do que aconteceu quando outras tecnologias como o telefone ou computador se popularizaram. Os CEOs precisam de um olhar atento para a requalificação da força de trabalho a fim de garantir que seus colaboradores e processos estejam alinhados para tirar o máximo proveito da nova tecnologia. Sem bons times, os projetos de IA provavelmente falharão devido à falta de conhecimento digital para utilizar as tecnologias e a ausência de habilidades para obter insights de dados. Um belo exemplo vem do London College of Fashion, uma das mais prestigiadas escolas de moda do mundo, que está ensinando os futuros designers a pensar digitalmente, criando assistentes digitais de estilo e roupas sustentáveis.


Também é hora de CEOs começarem a pensar como aprimorar as soft skills inerentes ao ser humano, aquelas que serão os verdadeiros diferenciais no mercado de trabalho do futuro, como discernimento, colaboração e empatia. 


Construir confiança – Quando se trata da confiança do cliente, ela pode levar anos para ser construída em sua oraganização e pode ser destruída em um único momento. Essa regra ressoa profundamente no mundo digital atual, no qual as organizações enfrentam ameaças cibernéticas cada vez mais agudas, além de expectativas éticas e cobranças legais quando se trata de transações online e manipulação de dados de clientes. A responsabilidade pela criação e manutenção da confiança do cliente passa pelo CEO, que precisa garantir que todos os elementos de confiança – incluindo segurança, privacidade, confiabilidade, transparência, conformidade e ética – sejam incorporados nas iniciativas de transformação digital desde o início. Os CEOs também precisam examinar se o ecossistema de parceiros reconhece e compartilha os mesmos princípios de confiança de sua própria organização. Mais especificamente, se os parceiros de tecnologia aos quais eles confiam com seus dados de clientes têm o mesmo conjunto de valores, princípios e políticas quando se trata do uso desses dados.


Transformar a sociedade – Assim como podemos imaginar como a tecnologia pode transformar negócios, conseguimos lançar mão dela para criar impacto positivo no mundo. A tecnologia pode ser uma ferramenta incrível para que as empresas superem desafios humanos ou ambientais em suas áreas de atuação ou contribuam para as causas que abraçaram. A Inteligência Artificial terá um papel enorme na criação de soluções para alguns dos problemas mais sérios da humanidade. Entendo que para as empresas essa é uma oportunidade extraordinária de contribuição.


Pensando nisso, na Microsoft, lançamos a iniciativa AI for Good, que fornece financiamento, transferência tecnológica e treinamento para pessoas e organizações sem fins lucrativos que desejem adotar IA em seus projetos em áreas como meio ambiente (AI for Earth), ações humanitárias (AI for Humanitarian Action) e acessibilidade (AI for Accessibility). No AI for Earth, focado em mudanças climáticas, agricultura, biodiversidade e água anunciamos recentemente nossos primeiros quatro projetos apoiadosna América Latina.


E você, qual tecnologia está chamando sua atenção? Estamos em um ponto realmente especial da história e as possibilidades diante de nós são quase infinitas.



Autora: Paula Bellizia, Vice President - Sales, Marketing and Operations for Latin America at Microsoft (https://www.linkedin.com/pulse/cinco-quest%C3%B5es-de-tecnologia-que-ceos-devem-observar-em-bellizia, acesso em 16/01/2019)

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